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Notas "Off the record" de Ángel Rico

Formar parte do problema

 

*Por Ángel Rico
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Tive a oportunidade de ver com atenção a entrevista que realizou ao Primeiro-Ministro português, Pedro Passos Coelho, o ambicioso e também aspirante a “ministro-primeiro”, José Gomes Ferreira, na SIC. Devo dizer que o cenário me pareceu impecável, com o Primeiro-Ministrosentado em frente do ansioso Gomes Ferreira, somente com as bandeiras de Portugal e da União Europeia, por detrás. A forma de atuar do político fez-me recordar a esses tenistas que se limitam a devolver e devolver bolas desde o fundo do campo, sem arriscar uma aproximação à rede para esmagar o adversário.
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O protagonista desnecessário, --o veemente Gomes--, com um monte de papeis onde estavam as suas perguntas, demonstrou uma e outra vez, que mais do que lhe importarem as respostas do Primeiro-Ministro, ás suas perguntas, o que realmente lhe interessava era manter e enaltecer esse statusde que ele -- Gomes Ferreira - “É a única figura publica com coragem para dizer o que deve ser dito e que tem os conhecimentos necessários para fazer sair Portugal do atual estado” e, portanto para a cadeia de televisão SIC era mais importante a sucessão de perguntas, do que as respostas doPrimeiro-Ministro. Por isso, e antes de acabar o tempo estabelecido para a entrevista, havia que formular uma e outra, e outra pergunta sem dar tempo ao interpelado de responder.  
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Primeiro-Ministro mostrou-se como é: -- um político honesto que trata de solucionar os enormes problemas que afetam a Portugal e que demasiados portugueses não querem admitir. Um político que não é um mago, por isso não domina a arte da magia, mas que disse aos portugueses que “Para pagar a enorme divida deixada pelo governo anterior, é necessário dispor de dinheiro. Dinheiro que só se pode conseguir mantendo os impostos altos e reduzindo as pensões e os salários públicos”--.
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O espectador neutral pode ver a um entrevistador que pretendia pôr em evidência o entrevistado, tratando de aflorar esta ou aquela hipotética promessa não cumprida. O  Primeiro-Ministro, que sabia bem o programa eleitoral, tratou sem êxito fazer-lhe ver a Gomes Ferreira, isto e aquilo, nunca foram promessas realizadas por ele, Passos Coelho
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Desta forma o Primeiro-Ministro manifestou, entre outras coisas, que: -- As pensões vão mesmo depender do crescimento económico e da demografia. / Eventuais aumentos salariais no sector privado tenham de depender da produtividade dos trabalhadores, bem como do comportamento da economia nacional. / "Os governos são julgados em eleições legislativas"/ "Fizemos privatizações bem sucedidas e contratos de concessão que defendem os interesses da economia. E isso aconteceu também na área da energia." / "Não conseguiríamos reduzir o défice doEstado de 10 para 2,5% num ano" / "A coligação PSD/CDSapresenta-se às eleições europeias para as ganhar. Mas em democracia não podemos dizer que só admitimos ganhar" / "Eu gostaria muito que a taxa de desemprego fosse menor. 14,8% em 2015 é muito alto. A taxa de desemprego é a coisa mais dramática que temos em Portugal." / "Não quis dizer que não respeitava as eleições. O que importa é que se for preciso pagar um preço elevado para salvar o País da bancarrota eu não me importo de o pagar"—etc.
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Em minha opinião, o Primeiro-Ministro, carregou –somente- sobre os seus ombros a realidade de um país doente ao qual se está a administrar antipiréticos para reduzir a temperatura. Não enfatizou (talvez porque lhe foi impossível com o veemente entrevistador) que se tivesse seguido com a política da anterior legislatura, Portugal hoje estaria muito pior do queGrécia e com muito menos expectativas. Em matéria de emprego, não defendeu um facto indiscutível, --Portugal está muito melhor que Espanha, onde o desemprego não baixa e a divida pública segue aumentando--. Dois parâmetros quePortugal está a controlar com enorme satisfação. 
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Chegados a este ponto da XII legislatura: --que em Portugalas coisas podiam ir ou não melhor, não depende exclusivamente do Primeiro-Ministro senão de todos aqueles que formam parte da equipa de funcionários daRepública. Esta equipa deveria passara por um controlo de qualidade, porque algumas destas pessoas deveriam apresentar em algum momento os resultados da sua gestão. Alguns justificam o seu salário com reuniões e mais reuniões. Como o que prevalece é o interesse de mostrar uma agenda cheia de reuniões, sem se ter de demonstrar que de tantas reuniões se obtenham resultados concretos, esse número, o das reuniões, aumenta até que se chega a situações esquizofrênicas, em que não há tempo suficiente para estudar os projetos estratégicos para Portugal, porque a agenda está cheia de reuniões que em alguns casos, não produzem resultados concretos, que podiam beneficiar ao conjunto dos cidadãos portugueses.
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Neste “afazer diário”, além dos ministros e secretários deEstado, há instituições regionais que de tantas e tantas reuniões que efetuam, não têm tempo para recordar que dentro das suas atribuições e competências estão aquelas que, se se efetuassem compreenderiam levar a cabo projetos criadores de emprego, que colaborariam com a Segurança Energética Nacional e seriam bons para o meio ambiente e para o desenvolvimento rural, colaborando com o aumento do PIB nacional e devolvendo a esperança aos cidadãos portugueses.
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Os problemas não se resolvem pelo mero facto de não se querer admitir que não existem. Cada problema tem um tratamento específico.
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Primeiro-Ministro deve continuar a insistir naquelas suas palavras: -- “O futuro não é tempo de facilidades” desconhecendo o seu aviso aos ministros, organismos do Estado e empresas públicas que “não se podem desperdiçar recursos”.
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Limitar-se a carregar toda a raiva da melancolia coletiva portuguesa, sobre o Primeiro-Ministro, sem parar para analisar a responsabilidade que podem ter os “estados” públicos regionais e aqueles funcionários que formando parte da estrutura do Estado, não se comprometem consigo mesmos e com o país para obter o máximo resultado possível das suas competências, é a demonstração que, como referiuJosé Gomes Ferreira, com este tipo de atitude se forma parte do problema.
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…He dicho!
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

 

Elegir representantes que no nos avergüencen

*Por Ángel Rico
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Las noticias sobre Ucrania indican que la situación está empeorando por momentos, las ansias zaristas de Putin se han unido con la apatía de la banda (DRAE: Conjunto de instrumentistas, con o sin cantantes, que interpreta alguna forma de música popular) de dirigentes occidentales, es decir: --se juntaron el hambre con las ganas de comer--. Y es que, en política, las cosas no ocurren “porque sí”, sino que hay una serie de actitudes u omisiones que las provocan. En el caso que nos ocupa, lo que más está prevaleciendo es la falta de liderazgo personal, por parte de los representantes internacionales. Nunca en la Historia hubo una confluencia de tantos políticos mediocres jugando en la misma partida internacional, a saber: --Barack Hussein Obama; Ban Ki-moon; John Kerry; Anders Fogh Rasmussen, Durão Barroso; Herman Van Rompuy y Catherine Ashton—frente a las ansias de poder de Putin.
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Un servidor, como observador de la cosa pública, dediqué un tiempo para investigar en la hemeroteca y leer lo qué opinó al respecto el, a mi juicio, más carismático e influyenteSecretario de Estado de Estados Unidos, en los gobiernos de Richard Nixon y Geral Ford, además de Consejero de Seguridad Nacional y, Premio Nobel de la Paz en 1973, es decir: --Henry Kissinger--, y aunque parezca difícil de creer ya escribió sobre la “debilidad de Europa” (en relación conPolonia) en The New York Times, en febrero de 1982. --Si controlamos estas cuestiones y creamos así una política coherente, la crisis polaca producirá un beneficio duradero. Si no lo conseguimos, recordaremos estos momentos como un alto decisivo en la historia occidental, en el que no podremos pensar sin avergonzarnos--. (sic) Aquellas opiniones aparecieron bajo los títulos: --Estados Unidosdebe definir una estrategia internacional coherente”  y “Los aliados occidentales han reaccionado tarde y mal ante los sucesos polacos” “Un plan de reorganización de la OTAN” y “Las condiciones para la paz: Occidente y la URSS” (Los Angeles Times, julio de 1984)—
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Coincido en lo escrito al respecto por el profesor Felipe Sahagún: -- Su voz y su experiencia (de Kissinger), en crisis como la de Ucrania, exhalan una sabiduría, una neutralidad y una sensatez que ya quisiera para sí la mayor parte de los dirigentes actuales y sus flamígeros voceros--. Y en esa nebulosa de voces sin dirección, ni coherencia, Putin se ha convertido en el verdadero líder político que, paso a paso, está toreando las amenazas y vocecitas de todos los demás mientras va realizando el guión expansionista establecido previamente.
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En la crisis de Ucrania el Ministro de Exteriores deEspañaGarcía-Margallo, será de la opinión que: --Habrá que ver las causas de la desafección de los ciudadanos crimeos y de otras zonas del Este para querer abandonarUcrania--, olvidando aquello de que –hay gente que quiere ser cola de león, en lugar de cabeza de ratón--. En esa necesidad de protagonismo incurable por parte de Margallo, y para presionar a Putin que, a su vez, amenaza con “cortar el suministro de gas al Este de la Unión Europea, principalmente a Polonia, Suecia, Finlandia, República Checa y Alemania” ha declarado,  urbi et orbe, –Españagarantizaría el suministro de gas (del Magreb y del Mezgad) aEuropa si Rusia cerrara el grifo--. Inmediatamente se reunió el Ala Este del Kremlin para preguntarse: --¿España es ese país que no garantiza que se cumplan, en su propio territorio, las sentencias de su Tribunal Supremo?, ¿ese país donde los españoles no tienen garantizado –en España— poder estudiar en español? …Ah, entonces no hay de qué preocuparse, concluyeron.
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Mientras la retórica se propaga de aquí para allá, y las amenazas a Putin, no pasan de eso –de amenazas— el este de Ucrania se desmorona como un azucarillo. En el Kremlinsaben perfectamente que el, hipotético, envío de fuerzas armadas de la ONU a Ucrania necesita imperativamente el acuerdo del Consejo de Seguridad, donde Putin utilizará su derecho de veto. Es decir salvo retórica vana, no habrá nada más que amenace la política de hechos consumados dePutin.
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Ahora que estamos en el camino a las elecciones alParlamento Europeo, procede que asumamos que no es conveniente enviar a Europa a cualquiera; porque esta será la legislatura de la política europea y, en las listas electorales conocidas hasta ahora hay demasiadas personas que carecen del mínimo exigido, para dejar en sus manos el futuro de nuestros hijos y de los hijos de nuestros hijos. No pongo en cuestión su valía personal, ni humana, pero sí ¡y mucho!, su falta de capacidad política para construir un futuro de seguridad, estabilidad y crecimiento. Y coincido en lo que, al respecto, dijo Kissinger: --“El noventa por ciento de los políticos dan mala reputación al diez por ciento restante”—  Votando a los representantes adecuados conseguiremos influir en aquellos políticos internacionales que no pasarán a laHistoria por su sagacidad y trabajo.
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La política es una responsabilidad donde se  debe actuar pensando que los problemas se tienen que resolver; y en las listas al Parlamento Europeo, hay demasiadas personas, entre los veinte primeros puestos que, una vez que han conseguido que les coloquen ahí, se dedicarán a administrar el tiempo de la legislatura, pensando que deberá ser otros quienes resuelva los problemas. Unas porque su tiempo ya pasó, otras porque nunca sirvieron para aquello para lo que han sido designadas y otros porque son un verdadero lastre para la política, en general y, para el sentido común, en particular. Hoy, como entonces escribió Kissinger, hay que tener presente que: --Si controlamos estas cuestiones y creamos así una política coherente, en la Unión Europea, producirá un beneficio duradero. Si no lo conseguimos, recordaremos estos momentos como un error decisivo en laHistoria Occidental, en el que no podremos pensar sin avergonzarnos.
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...He dicho.
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

Que corra el escalafón

*Por Ángel Rico

Como ya lo escribí antes, ahora puedo repetirlo: --Miguel Arias Cañete, es el mejor ministro del Gobierno de España de la actual legislatura--, pero como también lo he comentado, puedo reiterar que: --Los éxitos en el Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente, se lograron gracias a su excelente equipo--. Por tanto lo lógico es que “corra el escalafón”.     Y procede un ¡Viva Isabel!

Arias Cañete será relevado de su cargo de ministro para encabezar la lista del Partido Popular a las elecciones al Parlamento Europeo. Unas elecciones a las que la, respetable, ciudadanía no dedicará mucho de su tiempo, salvo para comentar las simplezas de la candidata --(ellos o nosotras--) del PSOE, Elena Valenciano.

Los sondeos indican que habrá un “empate técnico” en España donde, de los 54 diputados que España enviará a Bruselas y Estrasburgo, el PP obtendrá 18-19 escaños y el PSOE 16-17. Pero, aunque los resultados fuesen los contrarios, la realidad cambiaria muy poco para el ciudadano normal porque –gane quien gane en España, en Europa ganará Alemania--.

Resulta tan evidente la carencia de conocimientos de la política europea de --(ellos o nosotras)-- Elena Valenciano que basará su crítica al PP en el seguidismo de la política Merkeliana, olvidando que: --El Partido Socialista Europeo (Party of European Socialists)  propone como candidato a presidente de la Comisión Europea a Martin Schulz, político que en Alemania está gobernando en la actualidad en coalición con Ángela Merkel--  Luego entonces --¿por qué criticar las políticas de Merkel, que están avaladas en Alemania directamente por, el candidato del PSOE,  Martin Schulz?--

Otra cosa que tiene que ser conocida por el respetable, es que una vez celebradas las próximas elecciones el 25 de mayo, independientemente de cómo haya sido el resultado interno, los eurodiputados elegidos tendrán que integrarse en alguno de los grupos que conforman el Parlamento Europeo, a saber: -- Partido Popular Europeo; Partido Socialista Europeo; Alianza de los Demócratas y Liberales por Europa; Los Verdes, Alianza de Conservadores y Reformistas por Europa; Partido de la Izquierda Europea; Partido Demócrata Europeo; Alianza Libre Europea; Alianza Europea por la Libertad;  Alianza Europea de Movimientos Nacionales;  Alianza Europea de Movimientos Nacionales; Movimiento Político Cristiano Europeo;  Demócratas de la UE— Entre esos partidos se repartirán los 751 diputados a elegir. Y aquel partido, o coalición de partidos, que más diputados obtengan decidirán la composición de la próxima Comisión Europea. Es decir, poca importancia tendrá para el futuro de Europa que en España uno u otro --(ellos o nosotras)-- partido político, tengan uno más o menos escaños que el otro.

En la actual legislatura europea, los eurodiputados españoles formaron parte de solo, seis grupos en el Parlamento Europeo: --Partido Popular Europeo, los diputados españoles del PP; Partido Socialista Europeo, diputados del PSOE y PSC; Grupo de la Alianza de los Demócratas y Liberales por Europa, los diputados del PNV y CDC; Grupo de los Verdes/Alianza Libre Europea,   de  España, Iniciativa per Catalunya Verds; Grupo Confederal de la Izquierda Unitaria Europea /Izquierda Verde Nórdica;   Grupo Confederal de la Izquierda Unitaria Europea /Izquierda Verde Nórdica;  el diputado de Izquierda Unida; y en el grupo de los No inscritos, el diputado de  UPyD.

Lo previsible es que, tras las próximas elecciones, los eurodiputados españoles se incluyan en los mismos grupos políticos que en la actualidad, por lo que será de aplicación aquello de: --dime con quién andas y te diré quién eres-- independientemente de lo que se pueda predicar en la próxima campaña electoral.

Salvo comprobar los votos que restarán a los partidos mayoritarios, los eurodiputados elegidos por los nuevos partidos en liza, “Movimiento Ciudadano” y “Vox” tendrán una insuficiente importancia en el conglomerado europeo, salvo la posibilidad de escuchar mensajes en España, con la escusa de trasladarlos a Europa. De ahí que tengan más importancia los equipos políticos europeos, que las individualidades españolas, puesto que todos los diputados nacionales elegidos solo supondrán el siete por ciento del total.

Y llegados a este punto, surge otra pregunta: --¿Merecen nuestros votos aquellos eurodiputados que en la actual legislatura nos trataron con indiferencia cuando solicitamos hablar con ellos de asuntos de sus competencias? –Alejo Vidal Cuadras, Carlos Iturgaiz y Esther Herránz García— Porque varios colectivos sociales, y sus familias, defienden como reacción a la pasada indolencia de los mencionados, que quienes quieran votar a los partidos políticos donde estos eurodiputados fuesen incluidos, lo hagan pero tachando el nombre de los indolentes señalados. Pero bueno, de esta posibilidad tendremos la oportunidad de hablar a lo largo de la campaña electoral.

Por todo lo anterior queda de manifiesto que es más importante que España pueda colocar a Arias Cañete como, comisario europeo y vicepresidente de la Comisión Europea, que como cabeza de la candidatura del PP. Porque, repito, lo importante es el equipo en Europa, más que la suma de individualidades españolas, que como hemos tenido la oportunidad de comprobar, aquellos que hemos leído las actividades parlamentarias –informes, opiniones, propuestas, declaraciones por escrito y preguntas— en muchos casos, el currículo político europeo, de numerosos de ellos nos han llevado a la melancolía. ¡Mediocres, mediocres, mediocres, de la máxima mediocridad!   Y, respetado lector, no haga caso de mis palabras, vaya a la web del Parlamento Europeo, y  tras comprobar las actividades políticas del eurodiputado de su interés, saque sus propias consecuencias.

La aplicación en su totalidad del Tratado de Lisboa, requiere que al Parlamento Europeo en 2014 vayan los mejores para este tiempo. Porque muchas de las cuestiones que, a usted respetado lector y a un servidor, nos afectarán de forma directa merecen que sean tratadas por personas capacitadas, lo que a mi juicio no ocurrirá con varios candidatos del –(ellos o nosotras)-- del PSOE y del cabeza de lista de UPyD, que en la actual legislatura, salvo la imagen esgrimiendo un --“cucumis sativus”--  pepino, en la crisis de la bacteria “Escherichia coli” que, injustamente, en 2011   la senadora (ministra) de Sanidad de Hamburgo, la socialdemócrata Cornelia Prüfer-Storcks (SPD),   atribuyó a los nobles pepinos españoles, no hay una sola actividad, de este eurodiputado, digna de ser tenida en cuenta por su positiva repercusión a los intereses españoles.

Mientras tanto la vida sigue. Y lo importante es saber que en el Ministerio de Agricultura, Alimentación y Medio Ambiente, hay sustituta con la valía suficiente para que no se eche en falta que Miguel Arias Cañete, en su camino a la Comisión Europea, hará trasbordo en el Parlamento Europeo.

…He dicho!

*Es Presidente del Instituto Hispano Luso y del GEA&GEA

Los datos no se discuten, se contrastan

*Por Ángel Rico

Estamos en una época, donde los ciudadanos tenemos que ver cómo evolucionan los asuntos que nos afectan y valorar, en su caso, el grado de cumplimiento de las promesas electorales que, en su momento, hicieron los políticos que actualmente dirigen la cosa pública. A la hora de realizar ese análisis hay que determinar un momento sobre el que hacer las comparaciones y considerar si estamos mejor o peor que entonces. Salvo mejor opinión, considero que la fecha para hacer las comparaciones debe ser el mes de mayo de 2011, cuando se celebraron las anteriores elecciones autonómicas y donde el Partido Popular fue el indiscutible ganador y empezó a disponer del mayor poder –culminado en noviembre de ese mismo año al conquistar, además, el Gobierno de España— que ningún partido político ha tenido en democracia en España.

A usted y a mí, respetado lector, las macrocifras nos pueden marear, por ello es cuestión de detenerse a comparar cuestiones cotidianas: --¿pagamos más o menos impuestos que entonces?, ¿hay más o menos desempleados que entonces?--. Porque el indiscutible éxito de la bajada de la “Prima de Riesgo” es un asunto que será bueno para las cuentas del Estado, pero las repercusiones directas son discutibles, porque siendo cierto que España paga menos porcentualmente por la deuda soberana, también es cierto que esa soberana deuda es hoy mayor que entonces. Y vaya lo uno por lo otro.

Por esa querencia hacia las cosas cercanas, un servidor ha decidido hacer las comparaciones de los datos indicados, en España y en las comunidades autónomas de Castilla-La Mancha y Extremadura. Y de estas autonomías en relación a los datos generales.

Respecto a la carga impositiva, no es necesario dedicar gran esfuerzo, pues todos estaremos de acuerdo que hoy, el ciudadano medio, --usted y yo, respetado lector-- pagamos muchos más impuestos que entonces.

Los políticos  nos hablarán de forma inmediata de la “Prima de Riesgo” e insistirán en que esta –la prima— ha bajado mucho. Lo que siendo cierto es una engañifa, toda vez que en mayo del 2011, la deuda soberana era de 737.334 millones de euros (el 70,5 por ciento del PIB) y a final de este año 2014, la deuda soberana superará el 105 por ciento del PIB, es decir, el Estado deberá más de 1 billón de euros, y aunque la prima de riesgo media en 2014, fuese de 150 puntos, (en mayo de 2011 era de 212 puntos) tendremos que hacer frente a 157 mil millones de euros para pagar intereses,  frente a los 156 mil millones, de entonces, por el concepto –pago de intereses-- de 2011. Es decir, que baje la “prima de riesgo” no significa nada, mientras siga subiendo la deuda soberana.

Después de estas mareantes cifras, nos toca hablar del empleo (perdón, del desempleo) y los datos nos indican que, en mayo de 2011, en España había 4.189.650 desempleados, en Castilla-La Mancha, 212.433 y en Extremadura 117.324. Si a esos datos, y a efectos solo comparativos, le atribuimos el 100 por ciento, y los comparamos con los datos del pasado mes de marzo de 2014, nos encontramos con que: --España tiene 4.795.866 desempleados (114,5 por ciento); Castilla-La Mancha, 260.023 desempleados (122,4 por ciento) y Extremadura, 149.357 (127,3 por ciento)— Y si en dos regiones, eminentemente agrarias, analizamos los datos de desempleo agrario vemos que: --Castilla-La Mancha, en mayo de 2011, había 13.772 desempleados en el sector agrario, y el mes pasado había 28.200, es decir el 205 por ciento, comparado con entonces. Si la comparación se hace con Extremadura, vemos que, entonces, había 6.231 desempleados y el mes pasado, 14.442 desempleados, es decir, el 232 por ciento más--. Es decir, en materia de empleo España no va bien, pero Castilla-La Mancha y Extremadura, van peor que la media nacional.

Se miren los datos por donde se miren, se llega a la misma conclusión: --objetivamente, los datos que afectan a la ciudadanía, como resultado de una discutible gestión política, no son merecedores de una confianza ciega, porque salvo la casta política (Estado más comunidades autónomas y administración local) que han incrementado los gastos, que deben sufragarse a costa de los impuestos que pagamos los contribuyentes, el resto de los ciudadanos seguimos a la espera.

Para salir del trance, los políticos responsables, utilizan los datos comparados con el año pasado por estas fechas, y surge la pregunta: --¿Para estos resultados hacían falta alforjas? ¿Tres cuartos de legislatura para estar, solo, un poco mejor que el año pasado? Llamen a esto, “Cambio de ciclo” o como gusten, pero las cosas son como son.

Los proyectos no surgen por generación espontánea, por ósmosis inversa, ni por un perfecto alineamiento planetario, sino liderando proyectos creadores de empleo. Resultando inadmisible la displicente actitud –hasta ahora-- de los equipos gubernamentales, con atribuciones y competencias concretas, en relación al Proyecto “Empleo, Agricultura, Biodiésel, Transporte y Cambio Climático” que, entre otras mejoras, creará en Castilla-La Mancha y Extremadura más de cinco mil empleos directos; aportará 300 millones al año al PIB regional; ayudará a la ganadería a ahorrar costes en la alimentación animal, y permitirá que el Transporte de mercancías por carretera sea más competitivo al poder disponer de un combustible un cuarenta por ciento más barato..

¿Con esto quiero insinuar qué el PSOE lo haría mejor? –Conociendo, lo que conocemos, la respuesta es no--. Pero esta afirmación, no debe impedir que alguien, con la máxima lealtad y respeto, les diga a los actuales dirigentes del PP --Que lo deben hacer mejor. Que la autocomplacencia, solo genera desempleo y melancolía. Y que si no se cambia de táctica, pasará lo que mucho nos tememos que pasará. Y que así sea, si así lo quieren los dirigentes implicados. --¡Salga el sol por Antequera y póngase por donde quiera!--

…He dicho!

*Es Presidente del GEA&GEA

Burócratas ¡malditos burócratas!

*Por Ángel Rico
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El DRAE le atribuye al término “burocracia” las  acepciones siguientes: --Organización regulada por normas que establecen un orden racional para distribuir y gestionar los asuntos que le son propios. 2. f. Conjunto de los servidores públicos. 3. f. Influencia excesiva de los funcionarios en los asuntos públicos. 4. f. Administración ineficiente a causa del papeleo, la rigidez y las formalidades superfluas--.(sic)
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La actual conformación del Estado ha propiciado una burocratitis contagiosa, cuyos resultados más evidentes son: --seis millones de desempleados; una deuda pública del 95 por ciento respecto al PIB; y una creciente deslealtad de muchos representantes del Estado--.
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También hay que tener en cuenta la existencia de, demasiados, funcionarios que medran con uno u otro gobierno, siguiendo el “manual del buen medrador” donde se indica que: --no hay que enemistarse con los que ahora no están en el gobierno, porque mañana serán los que estén—(y viceversa). Y para no enemistarse lo que procede es –no hacer nada--, no fuese a ser que hacer algo pudiese molestar a alguien. Y así, mes a mes, estipendio a estipendio. Como las “competencias” están tan repartidas que resulta imposible seguirlas, a la hora de plantear un proyecto creador de empleo, resulta difícil ponerlo en funcionamiento porque: --ese apartado no es, estrictamente, de mis competencias--, responde el burócrata. Respuesta que se repite en el burócrata, siguiente. Y, como el superior político no sabe, ni quiere saber la desidia se repite en días, semanas y meses ¡muchos meses!
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Dándose la paradoja que nadie rebate la filosofía de este o aquel proyecto, innovador y creador de empleo, sino que una vez expuesto, el burócrata de turno lo introduce en el cajón y, --…que entre el siguiente--, para actuar con similar negligencia.
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Esa enfermedad es preocupante, pero en zonas como Castilla-La Mancha y Extremadura, con un desempleo superior en más de cinco puntos a la, inadmisible, media nacional debe ser más alarmante. Las diferentes regiones de España, son como son. Lo que no deja de ser una perogrullada obvia. Y lo procedente es obtener los mayores resultados de las realidades existentes. Y en las regiones mencionadas lo existente –además de un desempleo insultante—lo que hay es tierra sin cultivar. Concretamente, entre barbecho de secano y pastizales, 3,3 millones de hectáreas (de media) al año. Es decir, Castilla-La Mancha, deja anualmente sin cultivar el 15,5 por ciento de su potencial cultivable, y Extremadura el 49,6 por ciento. En general,España, no puede permitirse el lujo de tener tierras sin cultivar; yCastilla-La Mancha Extremadura, en particular, tampoco.
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Es ofensivo que, cuando la ciencia permite: --fabricar un cromosoma sintético en una célula de levadura, en estas regiones se sigan manteniendo prácticas agronómicas propias del Medievo—que producen desempleo, atraso económico y melancolía.
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Usted, respetado lector, se estará preguntando: --¿Qué puede obtenerse hoy de esos terrenos sin cultivar?— La respuesta sencilla es, --tonelada y media por hectárea de proteína para la alimentación animal--. Lo que supondría que la ganadería española sea más competitiva al disminuir el coste de la alimentación animal. ¡Ah! Y además de la proteína, esos terrenos sin cultivar en la actualidad, aportarán una tonelada de biodiésel nacional por hectárea, lo que ayudará a la Seguridad Energética Nacional, y supondrá que los profesionales del Transporte de mercancías por carretera, dispongan de un combustible, sustitutivo del “gasóleo A” a un precio inferior a un euro por litro. Y por supuesto, empleo.
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Entonces ¿habrá que concluir que los responsables del atraso –económico e industrial—de estas regiones son los burócratas? Respuesta: --No, solo los burócratas, sino los responsables políticos que, por omisión, permiten que la burocratitis esté gangrenando las posibilidades existentes.
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Ya sé que es mucho pedir, pero si en España hubiese una verdadera estrategia nacional, (atribuciones que tiene delegada Soraya Sáenz de Santamaría, en su calidad de Vicepresidenta de la Comisión Delegada del Gobierno para  Asuntos Económicos) con las 7,5 millones de hectáreas que, anualmente, se dejan sin cultivar en España (el 16 por ciento de toda la superficie agrícola) los transportistas se habrían ahorrado en 2013, 2.520 millones de euros, al disponer de un combustible más barato. El sector ganadero habría dispuesto de 11 millones de toneladas de proteína para la alimentación animal, a la mitad de precio que el coste que han tenido que pagar.
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Usted, se estará preguntando por los apellidos de los responsables políticos, directos o indirectos de este camino hacia ninguna parte. En esta ocasión, le adelanto los apellidos de los que tienen algo que decir, y siguen con el silencio cómplice: --Arias, Báñez,  Cospedal, Monago, Pastor, Ramos, Sáenz de Santamaría y Soria--. Donde el uno por el otro, España a la cabeza mundial de desempleo. Y, --en trece meses, trece--, elecciones autonómicas, donde querrán recibir los votos de quienes están siendo perjudicados por los burócratas.
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…He dicho!
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*Es presidente del GEA&GEA

Los que, sin ira, estuvimos allí

*Por Ángel Rico
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Cuando el 15 de diciembre de 1976, Adolfo Suárez, en Televisión Española, entre otras cosas, dijo:
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--A los dos días de jurar mi cargo de presidente del Gobierno ante Su Majestad el Rey, prometí dedicar mi esfuerzo a un objetivo, que es juntamente el objetivo de la Monarquía a la que servimos: darle al pueblo español el protagonismo que le corresponde. // En la víspera de este acontecimiento, comparezco ante ustedes para explicar los criterios del Gobierno sobre temas que a todos interesan; dar cuenta de cada uno de nuestros pasos, y acudir a la opinión pública y a la consulta, porque el Gobierno de Su Majestad el Rey, que me honro en presidir, quiere gobernar asistido de la sociedad.
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Por ello, deseo hacer constar los principios que inspiran la reforma política que mañana se somete a sanción popular. Se trata, en primer término, de modificar nuestras estructuras políticas con el único fin de acomodarlas a la realidad de España y al pluralismo existente en su base social. // Se están estructurando nuevas fuerzas sociales que deben tener oportunidad de someterse al contraste del voto popular para que puedan aportar su iniciativa al quehacer nacional. Y si esto es así, ¿hemos de asistir impasibles a esta profunda mutación de nuestras relaciones? ¿Es lícito que adoptemos la cómoda postura de contemplar el cambio sin proporcionarle los instrumentos jurídicos y políticos para que sea positivo y creador?
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Pienso que no. Por supuesto que es obligación del Gobierno, porque así se lo encomienda la Ley porque así lo demandan ustedes y porque ese es el espíritu de la Corona, dar respuestas válidas a todos estos desafíos del momento histórico, y tenemos la seguridad de que en la España de hoy la integración plena de todos en la comunidad nacional no puede darse sin libertad política. El procedimiento para ello es esta ley para la reforma, cuyo destino deben decidir mañana.
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Mi comparecencia ante estas cámaras. Es, sobre todo, parapedir un voto en conciencia, un voto que haga posible que con la Constitución Española, los comportamientos políticos españoles, respondan a las exigencias actuales del país. // Significa, en definitiva, que hemos aceptado el compromiso de la reforma para engrandecer la legalidad, para hacer más sólida la concordia y para crear una absoluta transparencia en los comportamientos públicos, puesto que pienso que nada de cuanto ocurre en España debe ser ajeno a ningún español.
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Queremos que el pueblo español controle y dirija, a través de sus representantes, libre y democráticamente elegidos, los destinos de nuestra Patria. Las próximas elecciones -si ustedes aprueban esta ley- dirán quiénes son los depositarios de la confianza popular. Pero ahora mismo pienso que ni el Gobierno, ni las fuerzas políticas, ni ninguno de nosotros individualmente podemos desprendernos de la obligación de hacer posible todo eso. Por ello, cuando les pedimos que mañana vayan a las urnas, que mañana voten, que mañana ejerzan la soberanía que la ley les otorga, no es por afán de ganar una batalla que no hemos planteado.
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Creemos que nadie, salvo el pueblo en su conjunto, como dueño de sus destinos, tiene autoridad para dirigir el cambio. // 0 dicho de otra forma: sólo disfrutaremos de seguridad, de estabilidad política y de horizontes claros si la reforma se asienta en la voluntad general.
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Y porque creemos que estamos abriendo el futuro de España a una sociedad plenamente democrática, sin riesgos y sin temores, defendemos hasta el último momento esta ley, que marca un cambio de nuevas oportunidades a la libertad y a la convivencia.
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Y creo que tan noble propósito no puede quedar sin que todos arrimemos nuestro hombro para hacerlo posible; para que esta España sea la tierra de todos cuantos en ella vivenpara que sus instituciones tengan un lugar holgado para cada ciudadano y cada idea política; para que ninguna iniciativa quede en silencio, ni ningún esfuerzo quede condenado al olvido. // Hoy sí, porque España tiene un orgullo: el orgullo de un pueblo que siempre, y muy especialmente a lo largo de este último año, demostró un excepción al sentido de la responsabilidad.
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Hoy, sí, porque los 36 millones de españoles constituyen la gran garantía de futuro.
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Este es, señores, el gran dato en que se funda nuestra confianza. Y, la Ley para la Reforma Política se basa en él: en la voluntad, la gestión y el control del gran pueblo español. Yo espero y deseo que todos los partidos y grupos políticos y cuantos dedicamos nuestro esfuerzo a la vida pública seamos capaces de conseguir los mismos caminos. Pero no basta con esperarlo. Hay que hacerlo posible. Y la fórmula, la única fórmula, es conseguir que los dirigentes y los representantes salgan de ese mismo pueblo, con autenticidad y libertad.
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El proceso político que está viviendo España es quizás único en la historia. Difícilmente se encuentran precedentes conocidos. Y si todo cambio político implica dificultades, lo que es excepcional implica dificultades excepcionales. // Es muy estrecho el camino por el que tiene que transcurrir la acción del Gobierno en estas circunstancias y, por otra parte, está siempre erizado de dificultades, ya sean económicas, políticas o sociales.
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Realizar un cambio que es verdadero, y hacerlo pacíficamente, sin revoluciones y sin traumas, es una empresa merecedora de despertar las mayores ilusiones. // Hacia el futuro con la frente alta
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En consecuencia, quiero asegurarles que el Gobierno está firmemente decidido a continuar su andadura porque espera encontrar el apoyo de la mayor parte del pueblo para conseguir que todos los españoles puedan seguir caminando hacia el futuro, no sólo sin sentirse heridos, sino con la frente alta y la conciencia limpia.
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Conocemos nuestros objetivos. // Somos conscientes de nuestro compromiso. Sabemos de la dificultad, como he dicho antes, de gobernar una situación de cambio, cuando la legislación está anclada en el puerto de salida y tenemos que llegar al puerto de destino de una democracia plena. Por todo ello, tenemos que conseguir un difícil equilibrio: el difícil equilibrio de conjugar la legítima autoridad del Estado y el prestigio de sus normas con los cambios sociales ya producidos y que son irreversibles.
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Una vez conocido lo que la ley de Reforma Política pretende, conviene saber que el único riesgo insalvable para el país es volverse de espaldas al curso de la historia. Todo cambio político implica dificultades y tensiones; pero el Gobierno es absolutamente consciente de que preguntarle al pueblo español como quiere su porvenir es el único medio de construir un futuro sin riesgos.
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Pedimos el sí, porque frente a, la imagen de la España diferente, queremos construir la España sin tópicos ni complejos. // Pedimos el sí, porque aspiramos a que cada español se sienta gestor en los compromisos y en las obligaciones, pero también en los beneficios de la tarea común. //Pedimos el sí, porque es necesario abrir las puertas a nuevos representantes legítimos que encaren, con la autoridad emanada de las urnas, las reformas precisas. // Pedimos el sí, porque queremos que haya elecciones, y queremos elecciones porque creemos que de ellas pueden derivarse soluciones de representatividad para los problemas económicos y sociales, y porque sólo a partir de ellas y de su sinceridad son posibles los grandes acuerdos nacionales que España necesita.
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Derecho a pedir el sí // Creo que tenemos el derecho moral y legal a pedir el sí, porque el cambio se efectúa desde la legalidad, por los procedimientos previstos enla Constitución; pero con la suficiente perspectiva como para que nadie se considere marginado de las grandes opciones nacionales. Y nada más, señoras y señores.
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Sólo me resta decir que cuando como presidente del Gobierno de Su Majestad les invito a acudir a las urnas y solicito un voto afirmativo; no estoy pidiendo nada para mí.Sólo pido que, entre todos, con todos, hagamos posible que a este pueblo se le devuelva la confianza de sentirse capaz de gobernarse a sí mismo. Sólo pido que abramos una puerta a la posibilidad de que nuestra vida pública no dependa de quienes más se hacen oír, sino de quienes mejores soluciones aportan.
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Mañana, señoras y señores, gobiernan veintidós millones de españoles. Mañana comienza si su voto es afirmativo, una nueva etapa histórica basada en la soberanía popular. Pienso que mañana vamos a hacer posible, con nuestro voto, que esta sociedad, tan castigada a veces por la historia, encuentre ahora, en un orden que margine a los, extremismos, en una libertad que no ofrezca coartada para la violencia, una nueva oportunidad para la concordia, la normalidad y la paz civil. Vamos a servir a nuestros hijos y a las generaciones venideras despejando el futuro de incertidumbres e incógnitas. Vamos a crear una forma de gobierno estable, con el único procedimiento posible que sean las mayorías quienes ejerzan el poder, con el respeto profundo y eficaz a las minorías.
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Vamos a abrirle la puerta al mandato del sentido común, con rigor, con realismo, pero también con ilusión, porque estoy firmemente convencido de que es posible la consolidación en paz de este gran pueblo que se llama España.
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Ustedes tienen la palabra. Muchas gracias – (Lo dijo Adolfo Suárez en 1976)
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La grandeza histórica de Adolfo Suárez fue que, imitando lo que un siglo y medio antes (en 1820) había dicho Thomas Jefferson: --“No conozco depositario más seguro de los máximos poderes de la sociedad que el pueblo mismo”--, consiguió que la Constitución Española recogiese que: -- La soberanía  nacional resida en el pueblo español, del que emanan los poderes del Estado. Y, la forma política del Estado español   es  la  Monarquía  parlamentaria. Y la mayoría de ciudadanos aprendimos que: --Constitucional, se refiere al hecho de que el Gobierno de España se basa en una Ley suprema de la nación, y que la Constitución define la estructura del Estado, donde el pueblo detenta el poder, pero elegimos representantes para que lo ejerzan. Y donde, además, señala la separación de los poderes “Legislativo, Ejecutivo y Judicial”, atribuyéndole al Tribunal Constitucional  facultades para, en su caso, declarar la inconstitucionalidad de las leyes, con lo cual éstas son anuladas.
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Aquellos principios de ambición política para conquistar el futuro, que nos transmitió Adolfo Suárez en 1976, siguen estando vigentes en la actualidad. Entonces la ciudadanía le dio el “sí” a su propuesta de Reforma Política, y los que fuimos sus alumnos pretendemos seguir  dando respuestas políticas cada día a similares desafíos, porque gracias a su audacia consiguió: --elevar a la categoría política de normal lo que a nivel de calle es simplemente normal—. Y la Historia ha dejado de manifiesto que: --Nunca llegó a las Cortes Españolas el “caballo de Pavía”--.
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…He dicho
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

La inacción en política internacional tiene consecuencias

 

*Por Ángel Rico
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Las noticias internacionales más relevantes en las últimas semanas, son las referidas a Venezuela en bancarrota, y aUcrania al borde de la guerra civil. Para la mayoría de la respetable ciudadanía española, y portuguesa, ambas cuestiones quedan lejos y pasan un tanto desapercibidas, al no ser considerados problemas que les afecten directamente. Lo que claramente es un error, porque los resultados del “despótico gobierno venezolano” cuanto, de la discutible legalidad del “interino gobierno ucranio”, producirán por si solos, y en conjunto, unas consecuencias a tener en cuenta: --La subida de la energía--, gas y petróleo, que habrá que pagar en España y Portugal.
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La política es el laboratorio más adecuado para comprobar la realidad del “efecto mariposa” --concepto de la teoría del caos--, donde al producirse unas mínimas variaciones en un sistema caótico, sobre unas condiciones  determinadas, se produce una pequeña perturbación inicial, que mediante un progreso de ampliación –o de desidia política—acabará generando un efecto de pequeñas a grandes consecuencias, en un plazo mediano de tiempo.  Es decir, --lo que es previsible que ocurra, acabará ocurriendo--.
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Las protestas en ambos casos, están motivadas por el deterioro de la situación económica, siendo este el nexo de unión de los movimientos de protesta.  Aunque el descontento popular en Ucrania se desató por la decisión del gobierno de cancelar el tratado de libre comercio acordado con la Unión Europea; la realidad es más profunda, a saber: --la población se hartó de las corruptelas del gobierno de  Yanukovich--.
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En Venezuela, con la inflación más alta del mundo, --oficialmente del 56 por ciento, en 2013; pero en realidad, la inflación anual implícita es del 306 por ciento--. Tras años de expropiaciones y del control de los precios, en nombre del “Socialismo del Siglo XXI” se ha conseguido la escasez de alimentos básicos y medicinas. Observándose la corrupción por parte de los gobernantes y su entorno, principales agraciados de los beneficios de la venta del petróleo, habiéndose constituído una nueva clase privilegiada conocida como “los boligarcas”.
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Ante esta situación de geopolítica nos encontramos con que: -- Durante los tres primeros meses de conflictos en Ucrania, laUE vaciló y Barack Obama dormitaba— no queriendo entender, los unos y el otro, que para PutinRusía es una gran nación, pero con Ucrania, es un imperio. Objetivo que no está dispuesto a perder, quien dijo que: --“la desintegración dela URSS había sido la mayor catástrofe geopolítica del siglo XX”--. La insoportable levedad política, de la UE, la ONU yObama, permiten que, los vacíos que deja Occidente, sean ocupados por Putin, como en los casos de Siria, Libia, Irán, Georgia, Osetia del Sur, Abjacia y Venezuela. El desprecio de la política de Obama, por parte de Putin, es cada día más evidente.
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La península de Crimea, fue regalada en 1954, por Nikita Kruschev, a Ucrania, una de las repúblicas que formaban laUnión Soviética, de entonces. Hoy una parte de la población ucraniana se siente muy próxima a Rusia, dando más argumentos al gobierno ruso para no aceptar la pérdida de laPenínsula de Crimea, ni de parte de Ucrania. De todos los antiguos territorios soviéticos, Ucrania es el que más le interesa a Rusia por toda clase de razones, históricas, geopolíticas y culturales. Ya en 1922 Lenin dijo que “si laUnión Soviética perdiera Ucrania sería como perder la cabeza”. Siendo necesario tener presente que --Rusia sigue siendo lo que era la Unión Soviética, un país del tercer mundo con tecnologías militares del primer mundo, con una economía primaria, donde unos pocos controlan las industrias del petróleo el gás y la extracción de minerales--.
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¿Y la Unión Europea, qué hace? – … La Unión Europea,nada--. Cada vez que la Alta Representante para la Política Exterior y de Seguridad de la UE, Catherine Ashton, interviene en algún conflicto internacional, acaba subiendo el petróleo, --literal.-- Y ¿La ONU, qué? Considerando, que en la mesa del Consejo de Seguridad de la ONU, --compuesta por 15 miembros--,  Rusia tiene “derecho de veto”;  pues ¡nada efectivo!, salvo alguna reprimenda verbal que no cambiará la realidad del conflicto. 
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Mientras tanto, documentos legales ponen de manifiesto que: -- En mayo de 1997, Moscú se quedó con el 80 por ciento de la flota del mar Negro, mediante un acuerdo para conservar la base naval de Sebastopol por 20 años, hasta 2017, y que en 2010 el alquiler de la base naval, fue prorrogado hasta 2042, con posibilidad de extenderlo por otros cinco años, es decir, hasta 2047. Eso es lo que esgrime Rusia, a diferencia del distraído buenismo europeo y norteamericano. Además la mayoría de los crimeos son prorrusos. Y esta realidad, es la que utilizará Putín para justificar la invasión, de facto, deCrimea.
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Ante la Unión Europea, Putin está jugando a fondo sus bazas: la energética, --los oleoductos y gasoductos rusos que aprovisionan a Europa cruzan el territorio ucraniano--, las divisiones internas en Ucrania y la falta real de política exterior de la Unión Europea. Tal realidad le hace disponer de los mejores argumentos a la hora de la negociación.
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En la otra parte del mundo, Venezuela se ha convertido en el país peor gobernado de América Latina, como ponen de manifiesto los niveles de inflación, corrupción, crímenes, desabastecimiento y éxodo constante del capital humano y, donde Putin, ha proyectado disponer, a medio plazo "otra base naval rusa". El mesianismo populista que gobierna el país, se ha vuelto contra la propia población, al desaparecer el Estado y de Derecho y donde una parte se ha revelado contra la estatolatría (actitud sumisa de todo grupo social respecto de su Estado) y donde la obediencia y anomía (conjunto de situaciones que derivan de la carencia de normas sociales y de su degradación) se ha convertido la mayor enfermedad social en Venezuela.
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La enfermedad que afecta hoy a Venezuela, se contagió en laCumbre de las Américas de 2009, realizada en Puerto España, Trinidad y Tobago, en la que el presidente deEE.UU., Barack Obama, saludó al dictador venezolano, Hugo Chávez, con una gigantesca sonrisa y un caluroso apretón de manos, sin querer admitir que las cosas, son como parecen, no como les gustaría que fuesen a los políticos mediocres.
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Los ciudadanos europeos deben ser conscientes que, no intervenir de forma adecuada en uno u otro caso, tendrá repercusiones negativas, también para usted, --respetado lector-- y es lo que tendrá que motivarle a la hora de elegir a unos u otros candidatos en la próximas elecciones alParlamento Europeo, porque ya es inaplazable la necesidad de constituir unos verdaderos Estados Unidos de Europa,donde sea el interés de la mayoría y no los de Alemania y oFrancia, los que predominen en la política diaria. De momento, todos pagaremos más cara la energía, porque lo que es previsible que ocurra, acabará ocurriendo.
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...He dicho!
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*Es Presidente del Instituto Hispano Luso

 

El Gobierno de España tiene que pedir perdón

*Por Ángel Rico

Cuando el Estado roba 13.000 millones de euros, mediante el “céntimo sanitario” como lo confirma la sentencia del Tribunal de Justicia de la Unión Europea, lo primero que tiene que hacer es –pedir perdón--,  sobre todo, cuando la propia sentencia acusa a las autoridades españolas de mala fe por mantener en vigor (desde 2002 al 2011) una figura recaudatoria que sabían que vulneraba las reglas comunitarias.

La aplicación de la sentencia del Tribunal de Estrasburgo, en menos de horas veinticuatro, en el “caso de la terrorista Inés del Río”  puso de manifiesto que –cuando al Gobierno de España le interesa las sentencias se cumplen ipso facto--. Por ello, resulta tan insultante escuchar las palabras del ministro de Hacienda y Administraciones Públicas y de la vicepresidenta del Gobierno, Sáenz de Santamaría, que al término de la reunión del Consejo de Ministros, indicó que, una vez recibida la sentencia del TJUE, deberá ser el Tribunal Superior de Justicia de Cataluña, quien planteó al tribunal europeo una cuestión prejudicial tras una denuncia de unos transportistas, quien diga cómo dar cumplimiento a este fallo. (sic)

Las excusas y los recursos administrativos, que presentará el Gobierno, para dificultar la devolución de, solo una parte, de unos impuestos recaudados de forma  contraria al derecho comunitario y, por tanto, de forma ilegal, indica que: --para la casta, lo primero es la casta, no la resolución de los errores cometidos. Cuando interesa esgrimir una sentencia, como se hizo para liberar a decenas de terroristas, se utiliza la sentencia, y cuando no interesa, se arguyen las cuestiones prejudiciales, ignorando el fondo de las sentencias, y por tanto no restablecer el daño causado, porque cobrar indebidamente 13.000 millones es causar un daño--

Lo que el Gobierno de España debería hacer es: --Constituir un departamento dependiente del Ministerio de Hacienda y Administraciones Públicas, y que los transportistas afectados, se puedan personar en la delegación Hacienda de la provincia de residencia con los documentos que indiquen el cobro del “céntimo sanitario” y previa la comprobación de las cantidades “sisadas” de forma ilegal, se devuelva la cantidad que corresponda. No hacerlo así será, otro ejemplo más, de que importa más mantener “el sistema”, que devolverle a los contribuyentes lo que “el sistema” les ha sustraído de forma ilegal.

Por cierto: --¿A usted, respetado lector, le consta si la ministra de Fomento, de quien depende todo lo referido al Transporte de mercancías por carretera, se ha ofrecido para “mediar” y que los autónomos del Transporte cobren lo antes posible lo que han pagado de más?--. A mi tampoco me consta, y resulta llamativa esa doble forma de actuar; cuando se trata de ayudar a grandes empresas se actúa de forma inmediata, --aunque no sea de sus directas competencias--, y de una forma tan macilenta, cuando se trata de asuntos que afectan al sector del Transporte de mercancías por carretera que, por cierto, si corresponde al negociado del Ministerio de Fomento.

De no pedir, el Gobierno de España, perdón a tiempo, ocurrirá aquello que dijo John Kennedy: --Perdona a todos tus enemigos, pero no olvides sus nombres--. Quien se queda con 13.000 millones de forma ilegal, se creará muchos enemigos, y la sociedad civil “no olvidará sus nombres”.

…He dicho!

*Es Secretario General de Transfuturo